quinta-feira, 1 de setembro de 2011
1desetembro
Paralisada à janela. Com a ponta dos dedos, desenhava diferentes formas. Sua mente estava vazia, assim como seu coração. Seus olhos percorriam junto com as gotas de água da chuva, que escorriam pelo vidro. Imóvel, silenciosa, vaga. Noite escura, fria com gosto de angustia. Luzes pequenas brilhavam de longe, vaga-lumes. As estrelas haviam se escondido junto a Lua. Ouvia-se o silencio. Sem pensamentos, sem amarguras, sem sentimentos. Forte, porém tão frágil. De longe se ouvia um grito, de dentro, pedia socorro. Mas de nada fez. Apenas quieta, concentrada. Sem perguntas, sem palavras. Tão fria quanto o vento, tão vazia como uma bolha de sabão. Apenas desacordada, esquecida. Amarga como vinho, azeda como limão. Uma garota, talvez sem coração, sem sentimento. Apenas ela mesma, de modo estranho. Diferente
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